Clique para ver a capa ampliada
EDIÇÃO 111
 CAPA
 ÍNDICE
 Exclusivo Online
 BATE PAPO
 GALERIA DE FOTOS
 JOGOS E TESTES
 MULTIMÍDIA
 QUIZ
 SEÇÕES
 ACONTECEU
 AGITO
 BASTIDORES
 CELEBRIDADE
 DIVERSÃO & ARTE
 ENTREVISTA
 ESTILO
 EXCLUSIVAS
 IMAGENS DA SEMANA
 INTERNET
 MODA
 MUNDO
 QUEM SOU EU?
 REPORTAGENS
 URGENTE
 SERVIÇOS
 ASSINATURAS
 ASSINE NEWSLETTER
 EDIÇÕES ANTERIORES
 ESPECIAIS
 EXPEDIENTE
 FALE CONOSCO
 PUBLICIDADE
 BUSCA
 
 

 

17/09/2001

CAPA

O dia em que o planeta parou

Presidente americano George W. Bush promete vingar
o maior ataque terrorista de todos os tempos, que
matou milhares de pessoas em Washington e
Nova York e alterou a vida do mundo

Neuza Sanches e Marina Monzillo

Fotos: AP; AFP; Reuters
Andy Card avisa o presidente George W. Bush dos ataques terroristas: “Vamos caçá-los. Os Estados Unidos irão encontrar os responsáveis e puni-los. O FBI fará o possível para identificar os culpados”, disse o presidente

George Walker Bush, 55 anos, estava na escola Emma Booker, em Sarasota, capital da Flórida, se preparando para falar sobre educação. Era terça-feira 11, 10 horas da manhã no horário do Brasil. O presidente dos Estados Unidos tinha um semblante vencedor, quando Andy Card se aproximou. Ao pé do ouvido, o secretário particular contou o que estava acontecendo naquele momento no resto do país. Os Estados Unidos eram vítima do maior ataque terrorista de todos os tempos. Havia apenas quinze minutos, um Boeing 767 da American Airlines chocara-se contra a torre um do World Trade Center, de 110 andares, quinto maior edifício do mundo, localizado no coração financeiro de Nova York. O avião tinha sido seqüestrado logo após decolar do aeroporto de Boston, com destino a Los Angeles, transportando 81 passageiros e 11 tripulantes. “Estava entrando na torre 2 quando vi o fogo na torre 1”, contou à repórter Juliana Lopes, de Gente, a corretora de ações Lidia Rodrigues, uma paulista de 24 anos, que há dois trabalha na corretora Eurobrokers, localizada no 84º andar. “Olhei para cima e vi coisas caindo das janelas: pensei que fossem papéis, mas quando cheguei mais perto vi que eram pessoas”, diz Lidia (leia quadro). Exatos 18 minutos mais tarde, um Boeing 767 da United Airlines foi arremessado contra a torre 2. A aeronave também saíra de Boston com destino a Los Angeles. Tinha 56 passageiros e nove tripulantes.

Fotos: AP; AFP; Reuters
World Trade Center foi o símbolo da aristocracia financeira norte-americana e um dos pontos turísticos de Nova York. O edifício construído entre 1966 e 1973 era o quinto par de edifícios mais alto do mundo, com cinco blocos, 450 escritórios, hotéis, restaurantes e shopping. As torres tinham 110 andares, onde trabalhavam 15 mil pessoas e circulavam diariamente 50 mil. Na madrugada da quarta 12, havia mais de 2 mil corpos resgatados

Donald Burn, 34 anos, estava numa reunião no 82º de uma das torres e conseguiu sair logo após o segundo atentado. O executivo viu várias pessoas queimadas pela escadaria, enquanto corria para salvar a própria vida. “Eu tentava ajudá-las, mas elas não podiam ser tocadas”, contou. “O fogo estava derretendo suas peles.” O empresário Clyde Ebanks estava numa reunião no 103º andar, quando viu um avião batendo contra a outra torre do World Trade Center. Ele e seus colegas correram escadas abaixo. Quando estavam no 70º andar, sentiram o prédio ser sacudido pelo segundo choque terrorista. “Foi um horror”, conta Ebanks. Pessoas presas nos andares de cima se jogavam, queimadas pelo combustível dos aviões. Outras explosões se sucediam e o prédio desmanchava, lançando destroços como se fossem confetes. Uma hora após o atentado, as duas torres vieram abaixo. A vizinhança ficou coberta por uma camada de poeira superior a cinco centímetros de espessura.

Brasileira escapa da morte

“Eu estava entrando na torre 2 do World Trade Center, olhei para cima e vi coisas caindo das janelas. Pensei que fossem papéis, mas ao chegar mais perto vi que eram pessoas. Não sei se estavam se suicidando ou caindo. Fiquei em choque e pensei: preciso sair daqui. Aí escutei a torre 2 despencar, era um barulho de guerra. O pânico aumentou, corri umas 18 quadras, chorando no meio da fumaça. Conheço tanta gente que trabalhava naquele prédio que, nossa senhora, é muita gente para morrer tudo de uma vez. Imagino todo mundo morto, coisa tenebrosa, de filme, não de vida real. Estou viva porque me atrasei. Já tomei seis cervejas, aspirinas, chá de camomila, mas não passa. Tenho medo até de dormir. ’’

Lidia Rodrigues, funcionária de uma corretora de ações que ficava no 84º andar do World Trade Center

próxima >>

Página 1|2|3|4|5|6|7|8|9

Leia mais:
Bush diz que vai proteger o país
O dia em que a terra parou

Torres do World Trade Center desabam
Ataques terroristas nos Estados Unidos

Comente esta matéria
 

Envie o seu
depoimento
sobre a tragédia

Se você viveu ou conhece algum brasileiro que passou por uma história dramática no atentado ao World Trade Center envie seu depoimento


Novo Tarô
Biscoito da sorte
Realejo
Bola 8
Par perfeito
I-Ching
Runas
Vidente
Numerologia
Horóscopo
 
ENQUETE
O que você faria se estivesse diante de uma tragédia como a de Nova York?
:: VOTAR ::
 
FÓRUM
O mundo está perplexo diante dos atentados aos EUA. Você acredita no início de uma Terceira Guerra? Dê sua opinião.
 
CHAT
Nome (até 20 caracteres):
Escolha uma sala

| ISTOÉ | DINHEIRO | PLANETA | ISTOÉ DIGITAL |
EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE | AVISO LEGAL
© Copyright 1996/2001 Editora Três