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Televisão - Jornalismo
A Verdade Cruel
Tevê paga começa a exibir série em que o repórter
Michael Moore explora os mais polêmicos casos jornalísticos
Lilian Amarante
Foto:
DIVULGAÇÃO
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Michael Moore,
diretor, apresentador e repórter do seriado Verdade Cruel,
é um sujeito engraçado como poucos e cara-de-pau como
ninguém. Em seu coquetel de ficção e jornalismo,
Moore abusa do humor para provocar políticos, empresários
e poderosos. Ora indiscreto, ora agressivo, ele está sempre
atrás da verdade.
Quarta-feira
6, na estréia de Verdade Cruel - indicado esse ano ao Emmy
de melhor seriado de não-ficção - Michael Moore
usou uma carroça cheia de falsos religiosos para promover
uma rápida caça às bruxas no caso Monica Lewinski.
Foi à casa do promotor Kenneth Starr, invadiu o Congresso
americano e fez aos políticos perguntas do tipo: "Você
já fornicou?". E concluiu: "Gastaram US$ 50 milhões
para provar que um homem de meia idade pode ter casos com uma mulher
mais jovem. Eu faria isso com US$ 50".
Ainda na estréia,
Michael promove um funeral na porta de uma empresa de planos de
saúde para alardear o caso de um segurado que não
conseguiu autorização para o tratamento. Investidas
parecidas já deixaram furiosos o prefeito de Nova York, o
presidente da Nike e muitos outros. Apresentador do extinto e também
ótimo TV Nation, Moore não cansa de colecionar prêmios,
desafetos e fãs.
Imperdível
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