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Televisão - Seriado
Sandy & Junior
Dupla de cantores vive aventuras que não aprofundam
a discussão dos problemas dos adolescentes
Maria Lins
Foto:
DIVULGAÇÃO
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Adolescentes
bem comportados e politicamente corretos (eles existem!) encontram
um bom espelho: Sandy e Junior. Interpretando a si mesmos, os dois
mostram que não sabem só cantar. Comandam com eficiência
aventuras açucaradas em um colégio de Campinas, cidade
onde moram. Sempre embaladas por dois ou três números
musicais. No último episódio de Sandy & Junior,
eles ninaram um bebê abandonado. A dupla e seus amigos não
sossegaram até encontrar um pai legal para a criança.
As histórias
apresentam um problema que deve ser resolvido pela turma em meia
hora. Nada muito profundo ou que aborde o lado difícil da
adolescência. Sexo e drogas, nem pensar. Os vilões
são sempre fantasiosos. "De mal basta a realidade",
diz a roterista Maria Carmem Barbosa. "A idéia é
sempre fazer o bem, deixando o domingo mais leve." Os episódios
também não poupam emoção até
chegar ao final feliz. Sem falar nas referências católicas,
religião praticada com fervor pela dupla.
A fórmula
deu certo. O programa Sandy & Junior está no ar há
seis meses. É líder de audiência no horário
e chega a bater 24 pontos no Ibope. Atinge a faixa etária
em trânsito entre a infância e a adolescência.
Sandy e Junior - assim como seus personagens - são amigos,
amorosos e cheios de generosidade. Nada da rebeldia tão comum
nesta fase, mostrando que existem outros milhares de adolescentes
no País que querem mais é estar de bem com a vida,
como prega um dos sucessos da dupla.
Adolescência cor-de-rosa
Globo
Domingo, 12h30
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