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Música - Foco
Renato Russo,
o mito
Foto:
Divulgação
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Na segunda-feira
11, fez três anos que Renato Russo - líder da Legião
Urbana - faleceu, vítima da Aids. A data marca, no entanto,
a vitalidade de suas composições, recentemente regravadas
por vários artistas brasileiros. Paralamas, Titãs
e Barão Vermelho - as mais populares bandas emergentes nos
anos 80, além da própria Legião - interpretaram,
respectivamente, Que País é Este? (que
ficou entre as dez faixas mais tocadas em rádios cariocas
e paulistas em agosto e está no disco Acústico, lançado
no mesmo mês), Sete Cidades e Quando o Sol
Bater na Janela do Seu Quarto. Titãs e Barão
lançam até o fim do ano os discos com essas versões.
Em janeiro, Zélia Duncan gravou Quase Sem Querer
e duas das bandas mais populares da atualidade - Charlie Brown Jr.
e Raimundos - tocaram algumas canções dos legionários
em um show realizado em setembro, em Belo Horizonte. Da velha guarda,
a homenagem partiu do cantor Jerry Adriani, no disco Forza Sempre,
lançado há um mês, com canções
de Renato Russo cantadas em italiano. A primeira vez que encontrei
o Renato foi em 1991, num avião, conta Adriani. Ele
me disse que tinha sonhado que Elvis dizia para ele (Renato) me
imitar. A lembrança explica, em parte, os comentários
de que os dois tinham o mesmo timbre de voz. Na verdade, nós
dois imitávamos Elvis, diz ele.
Para os fãs
da banda, no entanto, nada melhor que ouvir a Legião original.
Seu público sempre fiel - que consome cerca de 360 mil cópias
por ano dos discos de catálogo da banda - terá motivos
suficientes para multiplicar esse índice. Na segunda-feira
18, será lançado em CD um show acústico do
grupo - o segundo da série promovida pela MTV, gravado em
1992. Além de tocar os clássicos Índios
e Faroeste Caboclo, o disco oferece três versões
de Joni Mitchell, The Jesus & Mary Chain e Buffalo Springfield.
Há também uma canção inédita
da banda, Hoje a Noite não Tem Luar, que já
aparece na programação de algumas rádios do
Brasil. (Ramiro Zwetsch)
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