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MÚSICA - Pop

Isopor
Pato Fu (BMG)

Gabriela Mellão

Foto: Divulgação

O grupo mineiro Pato Fu acredita num mundo eletrônico e está navegando conforme a correnteza: na tela de um computador. Seu quinto álbum, Isopor, não é apenas o disco de maior personalidade dos sete anos da banda, mas uma volta a sua origem 100% eletrônica. Remete diretamente ao primeiro disco, ainda independente, Rotomusic de Liquidificapum (1993). “Aquele era eletrônico de barata, a gente não tinha dinheiro nem equipamento. Esse é high tech”, explica a vocalista Fernada Takai, 28 anos.

Antenado com as últimas tendências, Isopor tem uma faixa interativa, que pode ser lida pelo drive de CD-ROM do computador e mostra, entre outras coisas, fragmentos de um show do grupo. Com produção de Dudu Marote, a maioria das faixas foi executada digitalmente, com o mesmo programa usado pela papisa da música eletrônica, a irlandesa Björk, e faz referências explícitas às bandas pop eletrônicas. A música que abre o CD, “Made In Japan”, por exemplo, parodia o estilo do grupo pop japonês Pizzicato Five.

As novas composições têm letras mais consistentes - carregadas de críticas sociais -, como em “Um Ponto Oito”, que aborda a cidadania ao contar um caso de atropelamento. “A gente não é só uma banda bem-humorada, também temos coisas sérias para falar”, diz Fernanda, referindo-se à fase engraçadinha de “Pinga” (do disco Tem Mas Acabou, de 1996), durante o auge dos Mamonas Assassinas.

Firmados no cenário musical depois de ultrapassar a casa dos 100 mil discos vendidos com Televisão de Cachorro (1998), o grupo hoje confronta uma postura antimercado com algumas canções comerciais. Contrapõe as experiências eletrônicas da faixa-título “Isopor” com a baladinha fácil de “Difícil” e faz um disco que merece atenção de opostos. No fim das contas, os integrantes do Pato Fu admitem o sabor de já terem lançado Isopor como disco de ouro (100 mil cópias vendidas).

“Underground é aquele que toca toda semana para as mesmas cinco pessoas e está feliz. Nosso lema é fazer sucesso com nossas idéias”, diz Fernanda.
Para tocar no rádio

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