14 a 21 de outubro de 1999
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MÚSICA - MPB

Estopim
Ná Ozzetti (Ná Records)

Aluizio Falcão

Foto: Divulgação

O novo disco de Ná Ozzetti confirma sua posição na primeira linha das intérpretes brasileiras. Ela é uma cantora refinada e sem afetação - qualidades que nem sempre andam juntas nas boas vozes. Seu trabalho autoral, agora dominante no repertório, revela uma compositora íntima do ofício. Só que os apreciadores da intérprete podem estranhar essa entrega quase exclusiva à composição (dez faixas em 14), quando seu traço inequívoco é a excelência vocal na obra alheia. Dois belos momentos da canção brasileira foram a sua gravação, em 1994, de “Dois Irmãos”, de Chico Buarque, e a bem-vinda releitura da obra de Rita Lee.

Há uma presença excessiva (em 12 faixas) das letras de Luiz Tatit e sua “dicção particular”, para usar a expressão do compositor José Miguel Wisnik. Isso impede fruição maior de outras possibilidades da ótima cantora. Mas, mesmo com todo esse unilateralismo de repertório, Estopim merece aplausos. Faixas primorosas: “Você se Foi” (parceria com Itamar Assumpção), “Outra Viagem” (José Miguel Wisnik), “Toque de Reunir” (parceria com Luiz Tatit) e uma feliz evocação da modinha caipira em “Princesa Encantada” (Cacique e Antônio Correia). Menção especial aos inventivos arranjos de Dante Ozzetti, liderando o seleto grupo de instrumentistas.
Canto refinado

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