14 a 21 de outubro de 1999
Home
Home
Semana
Diversão e Arte
Outras Edições
Fale Conosco
Assine
Assine
Assine
Assine
Assine
Busca

Leia também:

Televisão

Flora Encantada
Sandy & Junior
A verdade cruel


Cinema

Céu de outubro
Mauá - O Imperador e o Rei
Plunkett & Macleane
Leon Cakoff: louco por cinema


Teatro

Últimas luas


Música

Isopor
Estopim
Temporada de cameratas
Renato Russo, o mito

Pure Passion
Things Fall Apart


Livros

Ivan Vê o Mundo
Will Eisner no Brasil


Exposição

Warhol
Homenagem a Orietta del Solle


Internet

MoMA
MTV


Exposição

Homenagem a Orietta Del Sole
Galeria Francine - SP

Paula Alzugaray

Foto: DIVULGAÇÃO

Quando, nos anos 40, o estilista francês Christian Dior ditou as tendências obrigatórias da moda do pós-guerra, a jovem designer de estampas italiana Orietta Del Sole (1922-1995) decidiu deixar a profissão e a Europa. A restrição da padronagem das roupas à monotonia das estampas pois (ou bolinhas), foi decisiva para que o espírito inquieto e criativo da artista buscasse outro rumo: a América do Sul. Orietta viveu no Uruguai e na Argentina, mas foi em São Paulo, onde chegou aos 55 anos, que encontrou o cenário ideal para retomar sua veia criativa e começar a desenhar jóias e peças de vestuário.

Com talento para a pesquisa e combinação de materiais, tanto no design (mesclava colares de prata e milho mexicano) quanto na cozinha, Orietta oferecia jantares memoráveis e criava receitas em homenagem aos amigos. Como o capeletti de frango com louro, que inventou para Pietro Maria Bardi. Mas ao contrário da comida, que era sempre dedicada e oferecida, suas jóias não eram vendidas. “Ela era muito apegada e raramente se desfazia das jóias que criava. Reproduzia as poucas que vendia”, conta a arte-terapeuta Cláudia Teixeira, que foi sua assistente.

A exposição Homenagem a Orietta Del Sole, que acontece na Galeria Francine, em São Paulo, é, portanto, uma chance rara para conhecer grande parte de seu acervo (mais de 100 obras). Metais e pedras preciosas, plumas, casulos de seda, corais, moedas romanas, cocares indígenas, pingentes turcos e peças de escavação arqueológica mostram a miscigenação cultural de uma obra inspirada na natureza brasileira e na arte oriental.
Arte tropicalista

Boletim Assine Fale Conosco Outras edições Home Boletim Assine Fale conosco Outras edições Home