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Exposição
Homenagem
a Orietta Del Sole
Galeria Francine - SP
Paula Alzugaray
Foto:
DIVULGAÇÃO

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Quando, nos
anos 40, o estilista francês Christian Dior ditou as tendências
obrigatórias da moda do pós-guerra, a jovem designer
de estampas italiana Orietta Del Sole (1922-1995) decidiu deixar
a profissão e a Europa. A restrição da padronagem
das roupas à monotonia das estampas pois (ou bolinhas), foi
decisiva para que o espírito inquieto e criativo da artista
buscasse outro rumo: a América do Sul. Orietta viveu no Uruguai
e na Argentina, mas foi em São Paulo, onde chegou aos 55
anos, que encontrou o cenário ideal para retomar sua veia
criativa e começar a desenhar jóias e peças
de vestuário.
Com talento
para a pesquisa e combinação de materiais, tanto no
design (mesclava colares de prata e milho mexicano) quanto na cozinha,
Orietta oferecia jantares memoráveis e criava receitas em
homenagem aos amigos. Como o capeletti de frango com louro, que
inventou para Pietro Maria Bardi. Mas ao contrário da comida,
que era sempre dedicada e oferecida, suas jóias não
eram vendidas. Ela era muito apegada e raramente se desfazia
das jóias que criava. Reproduzia as poucas que vendia,
conta a arte-terapeuta Cláudia Teixeira, que foi sua assistente.
A exposição
Homenagem a Orietta Del Sole, que acontece na Galeria Francine,
em São Paulo, é, portanto, uma chance rara para conhecer
grande parte de seu acervo (mais de 100 obras). Metais e pedras
preciosas, plumas, casulos de seda, corais, moedas romanas, cocares
indígenas, pingentes turcos e peças de escavação
arqueológica mostram a miscigenação cultural
de uma obra inspirada na natureza brasileira e na arte oriental.
Arte tropicalista
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