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Mauá - O Imperador e o Rei
Filme traz Paulo Betti e Malu Mader contando a história de Irineu Evangelista de Sousa, que construiu a maior fortuna dos tempos imperiais do Brasil

Gabriela Mellão

Foto: DIVULGAÇÃO

Mauá - O Imperador e o Rei é uma aula de história sobre o Segundo Reinado do Brasil, temperada com personagens e diálogos fictícios. A "terra de selvagens", marcada inicialmente pela exploração de riquezas e depois por interesses agrícolas, dá lugar a um Brasil de grande potencial industrial, impulsionado principalmente por um gaúcho de origem humilde: Irineu Evangelista de Sousa, o Barão e Visconde de Mauá (1813-1889).

O filme, em circuito nacional a partir de sexta-feira 15, conta a saga do menino órfão que, aos 9 anos, chega ao Rio de Janeiro para trabalhar num armazém e aos 30 tem a maior fortuna do Império. "Jogar uma luz sobre um personagem histórico brasileiro é um dos grandes méritos do filme. E é surpreendente descobrir o potencial que o Brasil teve", diz o ator Paulo Betti, que interpreta a fase adulta de Irineu, ao lado de Malu Mader, excelente como May, sua mulher e sobrinha. Antes do filme, Betti pouco sabia sobre seu personagem. "Mauá para mim era uma praça", diz ele. Mas a convivência acabou revelando afinidades. "Também sou meio obsessivo e tenho um pouquinho de seu fogo revolucionário."

Esta é a quarta parceria histórico-cinematográfica entre o diretor Sérgio Rezende e o ator Paulo Betti (O Homem da Capa Preta, 1986, Lamarca, 1994, e Guerra de Canudos, 1997). Apesar de cultivar as melhores expectativas para a carreira nacional do filme, Rezende garante que não pensa no Oscar. "Sempre filmei personagens brasileiros muito difíceis de serem compreendidos fora do Brasil", diz.

Mauá - O Imperador e o Rei transpira a personalidade de seu protagonista e tem o mérito de destacar sua importância histórica. Mas patina em um ponto do roteiro. A produção - extremamente qualificada - é digna dos R$ 6 milhões gastos no orçamento, mas opõe a sensível iluminação, os fidelíssimos figurinos e a bela fotografia a uma visão maniqueísta de mundo, que se radicaliza entre heróis e vilões.
Superprodução para brasileiro ver

 

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