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Cinema - Aventura
Céu de outubro
Boa história sobre a vontade de mudar o mundo
acaba num filme que apresenta um amontoado de clichês
Marina Person
Foto:
Divulgação
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Se Homer Hickman
Jr. seguisse as expectativas da família, ele seria, ao lado
do pai, mais um pacato trabalhador da mina de carvão da cidadezinha
de Coalwood, West Virginia. Provavelmente desenvolveria, como o
pai, uma personalidade amarga e uma grave doença pulmonar.
Mas os tempos eram ousados, o "Sputnik" chegara ao espaço
e Homer decidiu que queria fazer parte da era espacial.
O jovem Homer
(Jake Gyllenhaal, Amigos, Sempre Amigos) é do tipo obstinado.
Apesar da incompreensão paterna, do escárnio dos colegas
de escola, ele tem o apoio da professorinha, a senhorita Riley (Laura
Dern, Jurassic Park), que encoraja seu desejo de mudar o destino
e, a muito custo, reúne três amigos para ajudá-lo
em seus experimentos espaciais.
Essa história,
que poderia perfeitamente ter saído da prancheta dos roteiristas
de Hollywood, na verdade é inspirada no livro Rocket Boys,
que reúne as memórias de Homer, hoje engenheiro da
NASA. Mas quis o destino também que uma história boa
como essa caísse nas mãos de um diretor, Joe Johnston
(Jumanji), que transformou uma bela experiência de vida num
amontoado de clichês.
Se você
nunca viu um daqueles filmes americanos edificantes, cheios de boas
intenções, no qual o herói, apesar de todas
as adversidades, consegue se dar bem no final, vai encontrar alguma
originalidade neste.
Só vale pela história
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