14 a 21 de outubro de 1999
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LIVROS - Crônica

Ivan Vê o Mundo - Crônicas de Londres
Ivan Lessa (Objetiva)

Geraldo Mayrink

Foto: Divulgação

É estranho - ou não será? - que um dos melhores escritores brasileiros fale pelo rádio e viva em Londres, lendo Machado de Assis e ouvindo antigas marchinhas de carnaval. E que seja insuportavelmente moderno. Ivan Lessa é também “a voz de veludo de Londres”, como definiu O Pasquim. Tornou-se escravo das ondas hertzianas, tão antigas como muitos de seus assuntos em discos de vinil de 78 rotações por minuto. Em Ivan Vê o Mundo (174 págs., R$ 17), reaparecem 42 das crônicas que irradia pela BBC (“uma espécie de Petrobras radiofônica”, no instrutivo e destrutivo prefácio do livro assinado pela turma do Casseta & Planeta). Ivan escreve em ondas curtas e parágrafos menores ainda. As ondas curtas o vento as leva. As ondas escritas ficam cravadas. Filho de escritores, diz que nunca aprendeu nada em livro algum, “nem na Montanha Mágica”. Estranho. Parece conversa fiada, sô.

Que Ivan tenha inventado sua própria era do rádio não tem nada de estranho, pois “o estrangeiro é o mundo assim que a gente bota o pé numa rua fora de casa”. Mora há 21 anos em Londres, tem uma filha adolescente e que não se espere nada mais íntimo nesses textos em que há um parágrafo inteiro sobre coisas que não o comoverão - de pinheirinhos de Natal aos meninos do bairro cantando “Noite Feliz”. Mas Ivan Lessa é comovente. Até no desespero. “Este fim de milênio está levando séculos para acabar”, resume admiravelmente uma das crônicas do livro, de exatas nove palavras, aqui reproduzidas.
Do balacobaco, como outrora

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