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01/09/2001

MÚSICA

THAÍDE
A voz da periferia na tevê
VJ da MTV há seis meses, o rapper teve infância
pobre em São Paulo, venceu preconceitos e hoje
tem oito discos gravados

Edwin Paladino

Silvana Garzaro
Ele é pai de Tamires, de seis anos: “Ela gosta de ouvir rap e hip hop e pede para eu colocar CDs”, diz Thaíde

O garoto Altair Gonçalves cresceu na periferia de São Paulo, dividindo-se entre a bola e a pipa. Morava com 15 parentes – mãe, tios, primos e irmãos –, numa casa de cinco cômodos em Vila Missionária, zona sul da cidade. Altair era famoso na região por causa de seu bicho de estimação: uma cabrita. “Ele a levava para comer capim sempre. Até hoje chamo ele de cabrito”, diverte-se a irmã Cátia Martins. Altair tornou-se Thaíde na adolescência, mesma época em que descobriu a música e outras manifestações da cultura negra. Nessa fase, passava as tardes no metrô, na estação São Bento, centro da cidade, ponto de encontro de jovens da periferia. Lá, nas escadarias que davam acesso ao trem, surgiram os principais fundamentos da cultura rap no Brasil. O grafitismo, o break dance e o hip hop, influências de Nova York, selaram o casamento de Thaíde com a música.

Hoje, aos 33 anos, ele é um dos rappers mais famosos do Brasil. Tem oito discos gravados em 16 anos de parceria com Humberto Martins, o DJ Hum, e apresenta há seis meses o programa YO!, sobre rap e hip hop, na MTV. “O rap saiu do gueto, mas quero que todos façam parte desse universo”, diz Thaíde, filho de Ogum e Iemanjá no candomblé, sua religião. Até chegar ao mainstream, ele passou por maus bocados. No final dos anos 80, viu seu parceiro ser algemado por policiais, depois de uma apresentação na periferia. “Ele ficou preso e apanhou atrás do palco”, conta Thaíde. A situação só foi controlada quando o empresário da dupla chegou e atestou que DJ Hum era músico. Ele havia sido confundido com um bandido. “Isso aconteceu porque ele é negro e pobre”, afirma Thaíde, ao lembrar dos encontros na estação São Bento, onde era comum a invasão da polícia. “Ele é de uma galera que sobreviveu a vários preconceitos”, diz Rhossi, vocalista do grupo Pavilhão 9, que conheceu o rapper nas tardes da estação do metrô.

Pai de Tamires, de seis anos, Thaíde influencia o gosto musical da menina. “Ela gosta de ouvir rap e hip hop e pede para eu colocar CDs”, diz ele, que não mora mais com a mãe de sua filha, mas faz questão de vê-la toda semana. Thaíde também vem de uma família de pais separados. A diferença é que conviveu pouco com seu pai. “Pensei muito, na adolescência, que poderia ser um cara desajustado. Mas cheguei à conclusão que, se tivesse tido uma família normal, eu seria um cara chato e careta”, diz ele. Com a música, melhorou de vida. Tem carro e mora com sua namorada, a estudante Jaqueline Simon Oliveira, de 19 anos, numa casa alugada na zona sul de São Paulo. “Na minha família cada um tem seu trabalho e é independente. Se precisar eu ajudo”, diz ele, que tem oito irmãos por parte de pai e sete por parte de mãe.

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