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01/09/2001

CAPA

PATRICIA ABRAVANEL
A mais longa semana de Silvio Santos
O seqüestro de Patrícia Abravanel envolveu tensas negociações de resgate, o pagamento de R$ 500 mil,
a troca de tiros entre policiais e bandidos e levou Silvio Santos a tomar calmantes, ficar sem comer e pensar
em se mudar do Brasil

Juliana Lopes e Rodrigo Cardoso

A alegria entre pai e filha tomou conta na sacada da mansão do empresário no Morumbi na terça-feira 28: no cativeiro, Patrícia bebeu chá, comeu pipoca e jogou baralho com os seqüestradores

“Maaaaaaaãe, paaaaai! Tô aqui”, gritou em prantos Patrícia Abravanel assim que pisou em casa depois de sete dias seqüestrada. Nos braços de Íris, sua mãe, e Senor Abravanel, seu pai, a jovem de 24 anos chorava, soluçava e abraçava a família com a emoção de quem rezou e pediu a Deus para que esse momento chegasse logo. Patrícia recebeu abraços das outras irmãs, de familiares e de amigos próximos a Silvio Santos. Quase vinte minutos se passaram sem que alguém conseguisse falar uma frase por inteiro. “Graças a Deus tudo terminou”, afirmou Íris, que rezou em seguida ao lado da família. “Eu não fui maltratada, não chegaram perto de mim, não me encostaram a mão. Os seqüestradores me disseram que o meu Deus é muito bom”, afirmou, eufórica, Patrícia, 13 horas mais tarde. “Desde terça até agora me senti tão seqüestrado quanto ela”, disse Silvio Santos, 71 anos, ainda emocionado.

Patrícia chegou em casa às 2h50 da terça-feira 28 vestida com moletom claro com capuz, calça jeans e cabelos presos. Pouco antes, os seqüestradores a haviam tirado do cativeiro no bairro do Morumbi, a 10 quilômetros de sua residência. Com os olhos vendados, foi colocada no banco da frente em seu próprio Passat azul importado. Na Marginal Pinheiros, próximo ao Palácio dos Bandeirantes, os seqüestradores pararam o carro. “Me perdoa, princesa”, afirmou um deles. “Conte até 25, tire a venda e vá para casa”, disse outro. Foi o que ela fez. “Não acreditei quando eles me disseram que eu ia embora mesmo sem o pagamento do resgate”, conta Patrícia, que na verdade foi libertada após o pagamento de um resgate de R$ 500 mil.

Silvio, Íris e Patrícia ao fundo: “Elas são evangélicas e eu sou judeu. Minha filha é a pastora Patrícia”, diz o empresário se referindo ao fato de a jovem ter falado sobre Deus com os criminosos

Patrícia ficava sempre com um dos criminosos ao seu lado durante a noite. Nos primeiros dois dias teve um dos braços amarrado. Seu comportamento dócil conquistou a confiança dos seqüestradores, apesar de nunca ter visto o rosto de nenhum deles. “Eles usavam capuz, só os olhos ficavam de fora”, lembra. A jovem conversava muito com eles, pregava a sua crença religiosa e demonstrava compreensão. A alimentação foi garantida. Chegou ao requinte de ter chá e pipoca, apreciados entre conversas, orações, jogos de baralho e dominó. “Você não tem noção da vida que eu levo”, disse um dos seqüestradores à jovem. “Chorei com eles. Seqüestro acontece porque o povo está maltratado. Sinceramente, não gostaria que eles fossem presos. Eu perdôo”, afirma ela.

Patrícia é formada em marketing e faz o primeiro ano do curso de administração de empresas da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), no bairro do Pacaembu, onde freqüenta as aulas acompanhada por seguranças, que ficam no pátio da faculdade aguardando a saída da filha do empresário. Ela é a única das seis filhas do apresentador que trabalha na emissora de televisão do pai, o SBT, na área de marketing. E é a mais velha do casamento com a jornalista Íris Abravanel, mãe também de Daniela, 25 anos, Rebeca, 21, e Renata, 16. No primeiro casamento, com Aparecida Honória Vieira, a Cidinha, que morreu de câncer no final da década de 70, Silvio Santos teve duas filhas: Cintia, de 37 anos, e Silvia, de 33.

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A filha de Sílvio Santos, Patrícia Abravanel, declarou que perdoa os bandidos que a mantiveram em cativeiro e culpa o governo pelo que aconteceu. Para ela 'seqüestro acontece porque o povo está maltratado'. Você concorda com isso? Ou acha que a pobreza não é justificativa para o crime? Dê sua opinião
 
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