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REGINALDO FARIA

01/09/2001

“Ainda me vejo inseguro”
Com 42 anos de carreira, o ator confessa que teve
medo de Brás Cubas em sua volta ao cinema com
o filme
Memórias Póstumas

 OUÇA TRECHOS DA ENTREVISTA
NÃO OUSO FAZER ISSO FAMA DROGAS
AUTO-CRÍTICA PRECONCEITO
FAMÍLIA FOFOCA

Mariane Morisawa

Silvana Garzaro

Reginaldo: “Falavam que eu era o pai da pornochanchada. Os Paqueras é ingênuo, puro”

Ator formado pelo cinema, em que trabalhou com o irmão Roberto e dirigiu seus próprios filmes, Reginaldo Faria estava sem aparecer na telona desde o final dos anos 80, quando fez Lili, a Estrela do Crime. A volta foi em grande estilo: encarna Brás Cubas, o fantasma que relembra sua vida em Memórias Póstumas, filme de André Klotzel baseado no livro de Machado de Assis, principal vencedor do Festival de Gramado e em cartaz. Mesmo após 42 anos de carreira, Reginaldo confessa que temeu o papel. “É muita responsabilidade. Cheguei a fugir”, conta. Ao mesmo tempo, ele se prepara para voltar à televisão em O Clone, próxima novela das oito da Globo. Ele falou a Gente sobre o preconceito que sofreu e o medo que sentiu de Brás Cubas.

Você ficou preocupado de fazer Brás Cubas?
No início, tive um certo medo, porque é muita responsabilidade fazer Machado de Assis. E confesso que cheguei a fugir. Disse para o André (Klotzel) que não queria fazer, ele procurou outro ator, não se adaptou e voltou a me chamar. Aceitei. A maior dificuldade que eu encontrava era de narrar. O diálogo é sempre com uma câmera, com algo frio, que não troca com você. Esse trabalho de abstração para mim foi muito difícil.

Preocupava-se com a crítica?
Não propriamente com a crítica, eu não me preocupo muito com a crítica, não. Era muito mais a minha honestidade como profissional. É uma questão de me sentir capaz ou não de fazer uma coisa. Se amanhã me oferecerem a peça As Artimanhas de Scapin, de Molière, eu não vou ser capaz de fazer. Eu sempre me achei aquém disso, então não ouso. Pode ser até que alguém me convencesse a fazer, da mesma forma que o André com Machado de Assis. Eu vim de uma escola diferente, não trabalhei a literatura no cinema. Fiz filmes de ação, políticos, engajados, tinham sempre um outro enfoque.

O que mais temia?
Pegar uma obra literária, filmar e ter o poder de síntese de transformar uma obra que você leva um mês para ler em uma hora e meia, tendo captado a alma do autor, é magistral. Eu ficava sempre na dúvida. Será que a gente vai conseguir? Será que eu vou conseguir? Sempre detestei fazer comercial de televisão porque o comercial não tem uma implicação dramática. O comercial é frio, você fala uma coisa sobre o produto, e você sorri, sabendo que não está nem sorrindo por aquele produto. Está sorrindo para poder vender um produto. E eu tinha esse medo ao narrar uma obra como um fantasma, distante dos meus atos, dos meus costumes, da minha contemporaneidade. Consegui chegar lá, consegui pensar como Brás Cubas de Machado de Assis.

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