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Pi
Filme independente faz qualquer um perder
o
trauma da matemática
Mariane
Morisawa
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Pi: se todas as estréias fossem assim...
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Em
Pi, filme de estréia do diretor Darren Aronofsky,
Max Cohen (Sean Gullette) é um especialista que tenta provar
que a matemática é a linguagem da natureza. Por isso,
tudo pode ser representado por números, e há padrões
para todas as coisas que existem. Max quebra a cabeça tentando
encontrar um padrão nas bolsas de valores que possa fazer
com que ele preveja o movimento nos pregões. É perseguido
ao mesmo tempo por uma empresa de Wall Street, que deseja seus segredos,
e alguns judeus ortodoxos que tentam decifrar a cabala e assim achar
a linguagem de Deus. Muito próximo da descoberta, ele é
alertado por seu mentor, Sol, que sofreu um derrame ao tentar matar
a charada, a parar com a investigação.
Apesar
disso e das insistentes enxaquecas que o deixam desacordado, Max
não sossega e vira as noites em seu minúsculo apartamento
infestado de formigas.
Filmes
que tratam de matemática não são atraentes
em princípio nem facilmente compreensíveis. Mas não
é o caso de Pi, que combina a linguagem frenética
com um roteiro espertíssimo, em interessante fotografia preto-e-branco.
É
uma produção independente, com baixos custos e poucos
atores, mas que supera muito filme de vários milhões
de dólares. Nada mal para um diretor estreante, que consegue
fazer mesmo quem não tirava 10 na matéria entender
e gostar. Aula divertida de matemática
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