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Martinho
da Vila...
Como sempre, sambista canta pela dignidade
do gênero
Ramiro
Zwetsch
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Divulgação |
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Martinho
da Vila, da Roça e da Cidade: cantor continua fiel ao
samba de raiz
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Desde
a explosão do pagode pop e romântico, que redirecionou
o samba para um caminho oposto ao de sua raiz, alguns compositores
e intérpretes vêm cumprindo o nobre papel de manter
esse gênero musical fiel à sua essência original.
Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Bezerra da Silva e Martinho da Vila
são alguns dos artistas que dão sua contribuição
nesse sentido, em contraponto à proposta de grupos como Só
Pra Contrariar e Soweto.
Martinho,
em seu novo disco Martinho da Vila, da Roça e da Cidade,
insiste na sua opção estética e reforça
sua importância no cenário do samba atual. E, aqui,
ele estende sua musicalidade também para outros gêneros
tão brasileiros quanto o samba, como o forró (em Hoje
Tem Amor). Tudo isso sem perder a classe, o canto suave, nem
tampouco a cadência desacelerada que caracteriza seu estilo.
Entre
os sambinhas mais crus, destaca-se Dona Ivone Lara,
em homenagem explícita à cantora, patrimônio
da música popular brasileira que, como bem define a rima
precisa de Martinho, é fruta rara. O suingue
transparece no arranjo que realça percussão, cavaquinho
e violão (sem falar na voz quente do cantor) e faz menção
a Alguém me Avisou, da própria Ivone Lara.
Nessa
mesma onda se encaixam Fogo na Venta (parceria com o
veterano compositor Hermínio Bello de Carvalho), Além
do Mais, Eu Te Amo (de Noca da Portela e Luizinho To Blow)
e Presente aos Fãs (parceria com Ivan Lins).
Samba comercial sem apelação
Leia
também:
Martinho
da Vila entre a roça e a cidade
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