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30/07/2001

TELEVISÃO

OTAVIANO COSTA
Sucesso no grito
Insatisfeito na Bandeirantes, o apresentador assina contrato com a Record, onde quer fazer um programa com a sua marca

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Cassia Dian

Fotos: Edu Lopes
“Sou careta, não sou playboy e sou caipira. Vai ver qual é a minha história! Não tenho vergonha’’

Quando saiu de Cuiabá, em Mato Grosso, com destino a São Paulo, aos 14 anos, Otaviano Costa só tinha um plano: ser jogador de vôlei profissional.

Um ano depois, o garoto estreava como apresentador de um programa da rádio Jovem Pan. Na sequência, foi VJ da MTV, participou da Escolinha do Golias e foi repórter do Domingão do Faustão. No final de 1999, praticamente desconhecido, Otaviano assumiu o lugar de Luciano Huck na Bandeirantes. Em menos de dois anos, conquistou um público fiel e engordou sua conta bancária em mais de R$ 2,6 milhões.

Incomodado com o excesso de erotismo em seu Superpositivo e cansado de dividir o palco com os personagens do programa, Otaviano, 28 anos, resolveu trocar de canal. Ele acaba de fechar um contrato com a Record onde terá um programa a partir de outubro. Seu atual salário, de R$ 25 mil, vai praticamente dobrar na nova emissora. Filho mais velho de um casal de engenheiros que vive em Cuiabá, Otaviano se considera um “caipira”. Um caipira que conquistou o País no grito.

Como foi se mudar para São Paulo, sozinho, aos 14 anos?
Foi um orgasmo cultural e social. Morava com outros jogadores do Banespa, clube onde vim jogar. Eu sofria porque minha família estava muito longe. Aos sábados, entrava ao meio-dia numa sessão de cinema e saía dez da noite, na última. Sofri, fui assaltado seis, sete vezes, tomei porrada de bandido que queria roubar minha mochila. O primeiro ano foi um inferno. Para viver em São Paulo, se você não tem cabeça nem bolso, perde os dois.

“Eu respeito o Luciano Huck. O que ele fez foi do cacete’’’

Como o jogador virou artista?
Morava próximo à rádio Jovem Pan. Um dia, cheguei na recepção e disse: “Quero ser locutor”. Fiquei lá implorando uma chance, e só me ofereciam adesivos. Para chamar atenção, comecei a fazer minhas imitações na recepção mesmo. Armei a maior bagunça e o locutor Emílio Surita acabou saindo para ver o que estava acontecendo. Ele me deixou entrar e pediu para gravarem uma fita. Dois dias depois eu estava estreando o programa Pandemônio, com duas horas de duração.

Conseguiu na cara de pau, no grito?
Sempre fui muito arrojado, no limite. Meu sonho era ser VJ. Entrei na MTV, caminhei em direção à recepcionista, e falei: “Quero ser apresentador da MTV”. A menina acabou me dando o telefone do Zeca Camargo. Saí da recepção, fui para o outro lado da rua, liguei para ele e disse que queria ser apresentador da MTV. Ele falou: “Tá, e aí?”. Um mês depois virei VJ. Fiquei tão feliz, que saí de lá e fui andando até a minha casa.

Na adolescência, longe dos pais, você nunca se envolveu com drogas?
Fui porra-louca, mas sempre pensei no que poderia causar aos meus pais. Cheguei muito perto. A galera fumando maconha no carro, e eu, que tinha bronquite asmática, passando mal. Participo de um mundo onde diversas pessoas estão no pó. Graças a Deus fiquei longe, até porque gosto de esporte.

Já levou fama de careta?
Careta é o cara que não sabe em quem vai votar, que não valoriza a namorada só por causa do que ela fez na primeira noite. A turma fala: “Ah, você é playboy”. Playboy é o cacete, vai ver qual é a minha história! Sou careta, não sou playboy e sou caipira. Não tenho vergonha de dizer essas coisas da minha vida, são minha essência.

Quando você substituiu Luciano Huck, era um desconhecido. Como lidou com essa situação?
Foi uma grande missão. Eu estava chegando para substituir um grande nome, num grande programa. Cheguei e implantei minhas características.

As comparações incomodaram?
De forma alguma. Se tem um cara que eu respeito é o Luciano Huck. O que ele fez lá foi do cacete. Isso eu admiro muito.

Você não conseguiu colocar sua marca no programa?
Tentei criar coisas novas. Infelizmente, a casa não me deu oportunidade de mexer. Em janeiro do ano passado, o programa passou a se chamar O+. Em setembro, recebi uma proposta da Record. Não fui por absoluta ética. Falei para a Bandeirantes sobre a proposta da Record. Um mês depois mudaram o nome do programa para Superpositivo sem me avisar. Aquilo foi uma facada bem na hora que eu tinha consolidado a parceria. E eles nem cobriram a proposta da Record. Então, minha voz foi ficando fraca.

 

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