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Protesto
na passarela
Siro Darlan proíbe desfile de modelos menores de
idade que não estudam
| Fotos:
Nelson Veiga |
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Modelos
exibem documentos de identidade na passarela em protesto contra
a atitude dos fiscais do Juizado de Menores e do juiz Siro Darlan |
| Nelson
Veiga |
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A top
model Raica, 17 anos, que faturou US$ 300 mil em 2000, não
quis comprar a briga para trabalhar. Nada contra cachês. Se
saísse de Nova York rumo ao Rio, Raica teria que comprovar
os estudos para pisar na passarela. Ou seja, cumprir a determinação
do juiz da 1ª Vara de Infância e Juventude, Siro Darlan,
como outras modelos menores de idade. Ele vetou a participação
de 17 modelos na Semana Barrashopping de Estilo, evento carioca
que termina na quarta-feira 18. Pela primeira vez em oito anos,
as modelos que participaram da abertura, domingo 15, desfilaram
sob protesto. Elas se rebelaram contra 20 fiscais da 1ª Vara
da Infância e da Juventude que invadiram o camarim da grife
Maria Bonita para impedir que meninas sem alvará do Juizado
trabalhassem. No desfile da M.Officer, por idéia do estilista
Carlos Miele, as modelos exibiram suas carteiras de identidade ou
passaportes. Foi uma forma de levar para a passarela o que
aconteceu nos bastidores, diz Miele.
| Nelson
Veiga / Carol Feichas |
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| Siro
Darlan (à esq) |
Nos
camarins o clima era tenso. Dispostos a cumprir a ordem do juiz
Siro Darlan, fiscais arrombaram a porta enquanto as modelos trocavam
de roupa. O juizado de menores deveria se ocupar com os menores
abandonados, protestou a modelo Mariana Weickert, 19 anos.
Na segunda-feira 16, as modelos menores que conseguiram alvará
comprovando os estudos, desfilaram. Darlan diz que elas podem estar
sendo exploradas comercialmente e pediu ao Ministério Público
que investigue a responsabilidade dos pais no caso de modelos que
não estudam. Para o juiz, é o mesmo caso das crianças
que vendem amendoim nas ruas.
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mais:
“Eu apóio
o juiz”
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