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Regina
Duarte

A grande estrela da telenovela
O mundo artístico é mundo de egos enormes

(1947)

“Um dia, no Brasil, ninguém vai dizer que não conhece Regina Duarte”, escreveu a atriz em seu diário, quando tinha apenas 10 anos. Sonho de criança ou não, ela estava certa. Quem pode se esquecer da atriz que iniciou a carreira como a namoradinha do Brasil, foi a porta-voz de uma nova mulher, ao interpretar a socióloga Malu, no seriado Malu Mulher, da Rede Globo, e criou uma série de tipos inesquecíveis na televisão? A carreira de Regina confunde-se com a história da telenovela no País. Em 1971, aos 24 anos, ela fez a novela Minha Doce Namorada, com a qual ganhou o persistente título de namoradinha, mesmo depois de ter encarnado personagens fortes e polêmicos. Em 1975, Regina interpretou uma prostituta na peça Réveillon, de Flavio Marcio. Quatro anos depois, foi a vez de ela encarnar a Malu, personagem revolucionária de sua carreira, que também influiu na sua vida pessoal. “Como a Malu, eu também estava enfrentando o fim do casamento, com todos aqueles conflitos discutidos em cena”, lembra a atriz.

O seriado Malu Mulher foi um divisor de águas na televisão brasileira, por tratar de temas inexplorados como sexualidade, realização profissional, divórcio e aborto. Exportado para 60 países, abriu fronteiras na carreira da atriz nascida em Campinas (SP), que foi descoberta aos 14 anos por Walter Avancini, depois que seu rosto sorridente foi reproduzido em outdoors para uma campanha de sorvetes. Regina fez 25 telenovelas, dez peças de teatro e seis filmes, sem falar nas minisséries e especiais. Aos 53 anos, ela foi casada duas vezes e é mãe de João, André e Gabriela – também atriz, com quem contracenou na novela Por Amor, na minissérie Chiquinha Gonzaga e na peça Honra. Regina confessa que um de seus melhores papéis é o de mãe. “Não sei o que seria da minha vida sem meus filhos”, afirma. “Fui uma mãe autêntica, que teve que substituir a quantidade pela qualidade da presença.”

 
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