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Janete
Clair

A maior novelista do Brasil

(1925•1983)

Na noite de 23 de janeiro de 1973, em plena ditadura, o Ibope registrou praticamente 100% dos televisores ligados na Rede Globo. O País parava para assistir ao último capítulo da novela Selva de Pedra e descobrir o destino do romance entre Cristiano (Francisco Cuoco) e Simone (Regina Duarte). A autora da façanha era Janete Clair – responsável pela criação de uma linguagem própria para a teledramaturgia brasileira. Janete, que começou no rádio, alcançou unanimidade de público, mas não de crítica – que a acusava de produzir obras que alienavam o público e serviam ao regime militar. O irônico é que ela foi uma das autoras mais censuradas: em 1974, foi obrigada a reescrever 12 capítulos de Fogo sobre Terra porque os censores consideraram perigosas as discussões ecológicas da trama. Nascida em Conquista, Minas Gerais, foi batizada como Janete Emmer, mas adotou o sobrenome Clair, inspirada na canção “Clair de lune”, de Debussy. Foi casada com o dramaturgo Dias Gomes (1922-1999) por 33 anos e teve três filhos. Em 1983, morreu de câncer em meio a Eu Prometo, finalizada por Glória Perez.

 
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