Divina beleza que ilumina os palcos
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(1923)
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“Você
vai ser uma ótima senhora da sociedade, mas não tem nada a ver
com teatro.” O prognóstico foi do seu primeiro professor de
teatro, em Paris, e poderia acabar com a carreira de qualquer
um. Mas não a da obstinada Tônia Carrero, que voltou ao Brasil
disposta a enfrentar todos os obstáculos para chegar aos palcos.
“Sou uma mulher feliz e realizada. Não me arrependo de nada”,
diz Tônia. A trajetória começou estimulada por artistas que
freqüentavam sua casa no Rio, onde vivia com o marido Carlos
Thiré, com quem teve o filho Cecil. Em 1949, aos 27 anos, estreou
no palco, com a peça Um Deus Dormiu lá em Casa, ao lado de Paulo
Autran. Fez cinema na Vera Cruz, e o maior sucesso foi Tico-tico
no Fubá. Ela considera sua verdadeira estréia como atriz em
1956, em Cândida, de Bernard Shaw, que montou com o segundo
marido, o diretor de teatro Adolfo Celi, e Paulo Autran. Aos
78 anos, tem lugar cativo em qualquer lista das mulheres mais
lindas do século. “Idade não importa. É melhor ficar velha do
que morrer cedo”, recomenda.