A atriz que virou sinônimo de teatro
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(1921•1969)
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Com
apenas 1,62 m de altura, magra e dona de uma voz fraquíssima,
Cacilda Becker encantava as platéias, como uma verdadeira diva.
Seu mito resiste até hoje, mais de 30 anos após sua morte, alimentado
por sua personalidade carismática. Funcionava como a “mãe” da
classe teatral: abrigou muitos colegas em sua casa e protegeu
outros tantos das perseguições políticas do regime militar.
Paulista de Pirassununga, Cacilda Becker Yáconis teve uma infância
muito pobre. O pai abandonou a família e a mãe, professora primária,
criou sozinha as três filhas. Cacilda queria ser bailarina e
chegou a aprender dança clássica “com os pés descalços”, como
costumava lembrar. Acabou no teatro por falta de opções – e
nunca mais separou-se do palco. Em 30 anos de carreira, Cacilda
encenou 68 peças, dois filmes e uma novela – além de outras
participações na tevê. Cacilda provocava paixões avassaladoras
e teve três maridos. Em 6 de maio de 1969, durante o espetáculo
Esperando Godot, que encenava com o marido Walmor Chagas, Cacilda
sofreu um derrame cerebral e foi levada para o hospital, ainda
com as roupas de seu personagem. Morreu após 39 dias de coma.