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Maria
Bonita

A musa do lendário Lampião

(1911 • 1938)

Um dia do ano de 1930, passando por Jeremoabo, na Bahia, Lampião deparou-se com Maria Déia, uma jovem de 19 anos, de cabelos e olhos escuros e dentes tão brancos que chegavam a brilhar. Com o consentimento da mãe, que não gostava do marido da filha – Maria já era casada –, ele a levou para o sertão. Admirado com a beleza dela, passou a chamá-la de Maria Bonita. Formaram o casal mais unido e temido do sertão. Reza a lenda que o cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, tinha um harém de 17 moças, como uma espécie de califa do sertão. Mas a verdade é que só Maria Bonita teve o coração do temido Rei do Cangaço, um homem que matava e roubava pelos confins do Nordeste nos anos 20 e 30. Ela morreu cedo, mas viveu o suficiente para tornar-se um dos mais célebres personagens da História do Brasil. Sua rotina incluía tarefas como pegar em armas e fugir da polícia. A história conta que só ela era capaz de domar a crueldade do Rei do Cangaço. Ficaram juntos até o fim e morreram numa emboscada armada pela polícia, em 1938.

 
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