A defensora dos homens do campo
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(1933
1983)
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“É
melhor morrer na luta do que morrer de fome”, dizia Margarida
Maria Alves, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais
de Alagoa Grande, na Paraíba. A sindicalista lutava pela defesa
dos direitos do homem do campo, como registro em carteira, 13.º
salário, jornada de oito horas e férias. Ela foi responsável
pelo recorde local de tramitações trabalhistas no fórum local,
na fase em que presidiu o sindicato de Alagoa Grande: mais de
100 reclamações contra os senhores de engenho. Isso os irritou
profundamente. Numa tarde de sol, Margarida foi morta com um
tiro no rosto em frente à sua casa, enquanto conversava com
o único filho. Uma comissão especial foi designada para apurar
o caso pelo então governador, Wilson Braga, que achava que foi
um crime político. Soube-se que foram dois pistoleiros, que
a mataram a mando de latifundiários. Até hoje, os criminosos
não foram punidos. Guilherme Rocha, autor de um livro sobre
Margarida – Construtores da Justiça e da Paz –, acredita que
ela foi a primeira liderança sindical feminina do País.