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Margaret
Thatcher

A enérgica e objetiva Dama de Ferro
"Lembrem-se disso: quem quer ser líder não
cruza os braços e murmura palavras doces"

(1925)

Quando se tornou primeira-ministra da Grã-Bretanha, em 1979, Margaret Thatcher tinha alguns objetivos: tirar o país do atraso econômico e tecnológico, romper a força do sindicalismo e enfraquecer o socialismo. Sua assumida antipatia pelo comunismo a fez ganhar, logo no início de sua gestão, o apelido de Dama de Ferro. Thatcher governou durante 11 anos – foi o mais longo período na história da Inglaterra, no século 20 –, e marcou presença com o estilo direto e autoritário. A tenacidade e a objetividade, aliás, foram características de Thatcher desde a adolescência.

Filha de um dono de mercearia de classe média de Grantham, norte da Inglaterra, ela foi uma estudante esforçada que ganhou uma bolsa para estudar Química na tradicional Universidade de Oxford, onde se formou. Mais tarde, aos 24 anos, candidatou-se sem êxito ao Parlamento, e dois anos depois casou-se com o empresário Denis Thatcher, com quem teve um casal de gêmeos: Mark e Carol, hoje com 45 anos. Naquela época, já deixava claro que seu plano era fazer carreira política. “A minha prioridade sempre foi a profissão”, declarou Thatcher certa vez. “A família vem em segundo lugar.”

A mulher que dorme apenas três horas por noite teve uma postura assumidamente liberal e individualista, desde sua posse na Downing Street, 10, célebre endereço da sede do governo em Londres. Desmantelou estatais, privatizou centenas de indústrias e minou os sindicatos. O setor privado ficou feliz, mas com os profundos cortes no setor público, o desemprego subiu drasticamente. A impopularidade de seu último período no governo, no terceiro mandato, fez com que ela desistisse de lutar pela liderança do Partido Conservador, em 1990, o que acarretou sua renúncia à chefia do governo, embora ainda exista até hoje um rastro de thatcherismo na Inglaterra. Polêmica, a primeira-ministra despertou ódios e paixões. Foi vista como conservadora empedernida, que pretendia desmontar as conquistas sociais dos ingleses nos últimos cem anos, e também como revolucionária que restaurou a saúde econômica do País, tirando-o do domínio corporativo dos sindicatos. Um ponto ninguém questionou: a sua energia, traduzida em obstinação e capacidade de trabalho capazes de tirar a Inglaterra do marasmo e sacudir o mais entediado dos britânicos.

 
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