A
primeira-dama que interferiu
na história dos Estados Unidos
“As
nações têm que investir no ser humano, especialmente nas mulheres
e nas crianças”
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(1947)
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Nascida
em Chicago, filha de uma dona-de-casa e de um pequeno empresário
têxtil, Hillary Rodham sempre foi, além de uma garota normal
e popular, uma aluna exemplar. Aos 22 anos, formou-se em Direito
e, alguns anos depois, quando fazia doutoramento na universidade
de Yale, conheceu o futuro marido, Bill Clinton. Foi entre manifestações
contra a discriminação racial e a edição de um jornal alternativo,
ao som dos Beatles e do The Supremes, que o jovem casal começou
a namorar. Logo depois, Hillary foi trabalhar no Fundo da Defesa
da Criança e também integrou um grupo de advogados que investigava
as acusações contra o presidente Nixon. Em 1974, começou a lecionar
Direito. Casou com Clinton em 1975, e em 1980 tornou-se mãe,
com o nascimento de Chelsea, única filha do casal. Naquele ano,
associou-se a um poderoso escritório de advogados e iniciou
a carreira de executiva, como diretora de várias empresas, entre
elas a Wal-Mart.
O
casal chegou à Casa Branca em 1993. Como primeira-dama ela também
fez história, impondo ao cargo um perfil de independência. Usou
sua função para se dedicar às mulheres e mães, falando da importância
dos direitos das crianças e dos valores humanos e culturais
na educação. Hillary enfrentou as infidelidades do marido com
classe e, contrariando as expectativas, sempre conseguiu virar
o jogo: em vez do papel de esposa traída e sem auto-estima,
a cada série de escândalos de Clinton ela conquistava maior
admiração, além de reforçar o mandato dele. Chegou a transformar
acusações sexuais, como o caso da estagiária Monica Lewinsky,
em obra de conspiração dos conservadores. Enquanto orientava
Clinton a fazer um mea culpa na tevê, negando a infidelidade,
a cerebral Hillary ia se fortalecendo na política. Candidata
ao Senado pelo Estado de Nova York, onde sua popularidade chega
a 78% na cidade e 65% no Estado, é considerada um ídolo no país
e entra neste século como a primeira mulher americana com chance
de concorrer e ganhar a presidência dos EUA.