A primeira ministra do Brasil
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(1915
1982)
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Foi brincando com as letras e palavras de jornal que a pequena
Esther foi alfabetizada, aos 5 anos. Tempos depois, já como
educadora, marcou sua trajetória profissional pelo pioneirismo.
Professora de português, francês, latim e matemática em várias
escolas de ensino básico e médio, formada em Direito e licenciada
em Filosofia, ela tornou-se a primeira mulher a ocupar o cargo
de reitora de uma universidade brasileira, a Mackenzie, em 1965.
Em 1971, assumiu a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo.
E, anos depois, foi a primeira mulher a assumir um ministério
no Brasil: o da Educação e Cultura, durante o governo do presidente
João Baptista Figueiredo, entre 1982 e 1985. Ao longo de sua
carreira, ela também exerceu vários cargos técnicos e administrativos
na área educacional. Nascida em uma época em que havia forte
pressão social para que a mulher casasse e tivesse filhos, Esther
preferiu ficar solteira. “Foi uma opção pela carreira”, conta
ela, ativa e lépida aos 85 anos. Membro da Academia Paulista
de Letras, ela trabalha dia- riamente em seu escritório de advocacia,
em São Paulo.