A vendedora de cremes que fez um império
"O ramo da beleza é feito de trabalho duro"
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(1908)
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Josephine
Esther Mentzer, uma jovem dona de casa que queria prosperar,
começou sua carreira vendendo os cremes para a pele feitos por
seu tio, um químico profissional, num pequeno laboratório nos
fundos de sua casa. Filha de imigrantes húngaros e batalhadores,
ela era persistente nas visitas e demonstrações dos cosméticos,
nas lojas de Nova York, mesmo recebendo no início apenas recusas.
Aos poucos, foi se tornando conhecida no mercado local e traçou
estratégias claras. Estudou durante anos a estrutura das maiores
lojas de departamento da cidade, até chegar ao magazine de luxo
Saks, na Quinta Avenida, como fornecedora de uma marca de alto
padrão. Era o ano de 1948, e ela já produzia seus próprios cosméticos,
que ganhavam fama entre as mulheres. Fanática por qualidade,
Estée Lauder (o nome que adotou, uma adaptação do sobrenome
do marido, Joseph Lauter, e com o qual batizou sua linha) seguia
os princípios de pesquisa e formulação do tio químico, embora
caminhasse a passos largos com o seu próprio negócio de beleza.
Estée
inovou ao distribuir pequenas amostras dos produtos às consumidoras.
O recurso, como outras de suas promoções criativas, nasceu da
necessidade de divulgar a linha, já que não possuía verba para
investir em publicidade. A tática foi copiada pela concorrência
e hoje é padrão na indústria de beleza. Em 1953, lançou sua
primeira essência, Youth Dew, e em 1968 introduziu no mercado
a marca Clinique, uma linha de cosméticos dermatologicamente
testados. Em 1982, Estée passou o bastão dos negócios para o
seu filho Leonard e assumiu a divisão de desenvolvimento de
novos produtos. Hoje a marca, que tem 45% do mercado de cosméticos
das lojas de departamento americanas, vende perfumes, cremes
para a pele e maquiagem para mais de 100 países, e tem um faturamento
anual de US$ 3,5 bilhões.