Uma vocação suprema
para desafiar e provocar
" Na cama, eu prefiro a companhia de
um bom livro ”
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(1958)
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Nos
tempos em que era aluna de um colégio católico em Detroit, nos
Estados Unidos, Madonna plantava bananeiras no pátio só para
mostrar a calcinha. A exibição infantil tornou-se natural para
uma mulher que prega o homossexualismo, diz que gosta de apanhar
e já revelou ter iniciado a vida sexual aos 8 anos com uma garota.
Parte do comportamento nada recatado de Madonna Louise Veronica
Ciccone ela diz que é resultado da morte da mãe, um trauma de
infância. A outra parte, segundo ela, é culpa dos “demônios”
que perturbam sua mente. “Eu não preciso só de atenção. Preciso
de toda a atenção”, confessou.
Madonna
é a grande estrela da música pop mundial das duas últimas décadas,
ditando moda e tendências de comportamento. Sempre ousada, chegou
a Nova York aos 20 anos, para tentar a sorte. Foi balconista,
garçonete e modelo até gravar seu primeiro disco, Everybody,
em 1983. Venceu e hoje suas marcas são insuperáveis. Vendeu
mais de 100 milhões de cópias de seus 13 discos e movimentou,
só na década de 80, US$ 1,2 bilhão. O fenômeno é ainda inexplicável
e pelo menos seis universidades americanas oferecem cursos sobre
Madonna, entre elas a prestigiada Harvard. Sua marca registrada
é a capacidade de não medir palavras ou atitudes.
Depois
de um casamento atribulado com o ator Sean Penn, ela namorou
uma lista interminável de astros, como o ator Warren Beatty.
Em 1996, nasceu sua filha Lourdes com o namorado e personal
trainer Carlos Leon. Os dois se separaram dois anos depois.
No cinema, estrelou 11 filmes e só alcançou o sucesso com Evita
(1996), pelo qual ganhou o Globo de Ouro de melhor atriz. Entre
as últimas surpresas da cantora está a declaração de que gostaria
de conhecer o jogador brasileiro Raí (ele recusou a proposta).
Na eterna vocação para provocar, comprou uma mansão em Londres
e matriculou a filha num colégio de freiras tradicional. É por
essas e outras que a feminista Camille Paglia, professora da
Universidade da Filadélfia, declarou, sob protestos: “Madonna
é a feminista dos anos 90”.