Pianista de sucesso e
consagração internacional
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(1894•1979)
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Um
crítico americano, por ocasião da passagem de Guiomar pelos
Estados Unidos, escreveu: “Se ela tivesse nascido alguns séculos
atrás, certamente teria sido queimada viva como feiticeira.
Ela é jovem, bonita e toca como o diabo”. A frase dispensa comentários
sobre o sucesso que a pianista alcançou por lá no início do
século. Não parece, mas o crítico entusiasmado falava de uma
moça simples, discreta e tímida. Quando chegava perto do piano
é que se transformava. Considerada uma das maiores instrumentistas
brasileiras, Guiomar Novaes começou a tocar piano aos 4 anos.
O pai arranjou um professor para a filha prodigiosa e, aos 8,
ela não só tocava profissionalmente como era a grande sensação
nas salas de concerto de São Paulo. Depois de estudar na Europa,
foi para Nova York. Tinha 17 anos e lotava casas nos Estados
Unidos. Fãs acompanhavam seu sucesso mundial pelos jornais.
Guiomar teve dois filhos com o marido, Otávio Pinto. Morreu
vítima de um infarto. Depois de uma vida inteira dedicada à
música, ela foi enterrada ao som da “Marcha Fúnebre” de Beethoven,
executada pela Orquestra Sinfônica do Estado.