Uma revolucionária no mundo fashion
“Ninguém pode viver com
horizontes estreitos”
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(1883•1971)
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“Quase
30 anos após a sua morte, o estilo clássico de Gabrielle Bonheur
Chanel está mais vivo do que nunca. O famoso pretinho, que ela
criou, continua a ser o curinga da maioria das mulheres. Os
tailleurs, as blusas brancas, as bolsas a tiracolo, as bijuterias,
os sapatos bicolores e os cabelos cortados retos também são
marcas da estilista francesa que se tornou conhecida por trazer
a elegância e o conforto à moda feminina, após anos de cinturas
apertadas e roupas armadas. Suas roupas não surgiam de esboços
e moldes – eram modeladas no corpo das manequins.
Filha
de comerciantes itinerantes, a estilista perdeu a mãe aos 12
anos, pouco conviveu com o pai e foi educada num orfanato, onde
aprendeu a costurar com capricho. Charmosa e extrovertida, foi
balconista, cantora, costureira de fardas e garçonete antes
de se tornar estilista. Começou criando chapéus para a sociedade
parisiense. Aos poucos, acrescentou suéteres de gola rulê ao
estoque de chapéus e, consciente de que faltava uma moda elegante
e ao mesmo tempo prática, lançou sua primeira coleção com as
peças que iriam se tornar clássicos da moda no século. Em 1914,
apresentou um vestido chemisier simples. Em 1916, começou a
fazer roupas de jérsei, tecido barato usado anteriormente só
para roupas íntimas. Coco também criou um dos perfumes mais
famosos do mundo, o Chanel n.º 5, cuja embalagem simples, concebida
em meados dos anos 20, jamais foi modificada.