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Simone de
Beauvoir

A heroína do feminismo

(1908•1986)

Uma amiga de Simone de Beauvoir, professora universitária como ela, encontrou-a no corredor: “Escolhi uma turma só de meninos. Eles são melhores, mais atentos. Já as meninas ficam sonhando e fazem cada pergunta fraca...” Simone não deu ouvidos. Sorte da colega, que escapou de enfrentar a fúria de uma feminista nata, sensível e inteligente. Aos 17 anos, Simone já era bacharel em Filosofia pela Sorbonne e, aos 21, dava aulas na universidade. Convicta de sua crença na necessidade de uma revolução das mulheres, vociferava até contra os livros de história infantil: meninas medrosas, sempre salvas pelos garotos. Para a escritora, é assim que se começa a lavagem cerebral. Entre os livros que escreveu está o clássico O segundo sexo (1949), em que ataca o casamento e a maternidade como formas de submissão. Com o filósofo Jean-Paul Sartre, seu companheiro por mais de 50 anos, teve um relacionamento inédito na época. Eles nunca se casaram, viveram em casas separadas, embora vizinhos de porta, e foram assumidamente infiéis. Além do amor por Sartre, a escritora nutriu paixões homossexuais, como a que veio à tona nos anos 90, com a aluna Bianca Lamblin, que revelou a história em livro.

 
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