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Rachel
de Queiroz

A primeira mulher da
Academia Brasileira de Letras

(1910)

Rachel morava na fazenda dos pais, nas imediações de Fortaleza, quando foi eleita a Rainha dos Estudantes. O espírito crítico da mocinha fez com que ela enviasse ao jornal O Ceará um artigo debochado, que zombava do título que ganhou. O texto, surpreendente para uma adolescente de 16 anos, encantou o dono do periódico, que a convidou para trabalhar no jornal. Desde então, Rachel não parou mais de escrever. Aos 19 anos, publicou O quinze e tornou-se a primeira grande dama da literatura brasileira. Nos anos 30, ajudou a fundar o Partido Comunista no Ceará, do qual se desvinculou quando os “companheiros” exigiram que ela mudasse a história do livro João Miguel. No enredo, um dos personagens era uma prostituta, filha de um camponês. Para os colegas de partido, a prostituta devia ser filha do dono de terra. Defendeu com unhas e dentes sua obra e abandonou de vez o comunismo para mudar radicalmente de lado: em 1964, apoiou o golpe militar, liderado pelo amigo Marechal Humberto Castello Branco. Em 1977, Rachel rompeu outra barreira e foi a primeira mulher eleita para a Academia Brasileira de Letras.

 
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