Primeira
mulher a entrar
para a Academia Francesa de Letras
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(1903•1987)
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Certa
vez, perguntaram a Marguerite por que deixara pronto seu túmulo
com a inscrição 1903-19... “Não procuro apressar nem provocar,
mas estou pronta. E mandei gravar os dois primeiros algarismos
pois penso que o ano 2000 não é para mim.” Essa concepção do
tempo marcou o estilo da autora de A Obra em Negro e Memórias
de Adriano – que levou 27 anos produzindo e lhe deu projeção
mundial. Marguerite nasceu na Bélgica, de origem francesa, e
naturalizou-se americana. A mãe morreu poucos dias após tê-la
dado à luz. Com o pai, viajou muito, especialmente ao Oriente.
Dessas viagens e da leitura dos clássicos ela acumulou a bagagem
de erudição que empregou como contista, romancista, ensaísta
e tradutora, e que lhe valeu a eleição para a Academia Francesa
de Letras. Marguerite viveu 40 anos com a namorada, Grace Frick.
Em 1980, aos 77 anos, ela casou-se com Jerry Wilson, então com
30 anos. Wilson morreu seis anos depois, de aids. “De repente,
eu sinto o que nunca me sentira: velha”, disse, semanas após
a morte do companheiro.