A
maior poeta da língua portuguesa
" Como hei de acusar ou perdoar? Nada sei.
Contemplo"
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(1901•1964)
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As
primeiras lições de fantasia que a levaram para o caminho da
poesia vieram da babá Pedrina, uma senhora negra que lhe contava
histórias do folclore brasileiro. Da avó açoriana, herdou o
fascínio pelas viagens. Cecília Meireles nasceu órfã de pai
– morto três meses antes – no Rio de Janeiro, e perdeu a mãe
aos 3 anos. Foi a única remanescente de quatro irmãos. Mas,
segundo sempre disse, essa infância de menina sozinha deu a
ela coisas que parecem negativas e foram sempre positivas: silêncio
e solidão. “Se há uma pessoa que possa arrancar de sua infância
uma recordação maravilhosa, essa pessoa sou eu”, afirmou.
Cecília
escreveu o primeiro verso aos 9 anos. Aos 18, professora formada,
escreveu o primeiro livro, Espectros, e foi discriminada por
não adotar as inovações do modernismo. Preferiu
continuar com as raízes no lirismo tradicional. Com vários interesses
e aptidões, ela se dedicou à educação, estudou o folclore, fundou
bibliotecas, comandou um programa sobre literatura no rádio,
fez conferências e viagens. Também traduziu obras de Ibsen,
Tagore e Garcia Lorca, enquanto vários de seus livros foram
vertidos para mais de dez idiomas. Foi casada com o artista
plástico Fernando Correia Dias, com quem teve três filhas, e
com o educador Heitor Grillo.