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Niomar Moniz Sodré
Bittencourt

À frente de um jornal, a luta
contra a ditadura militar

(1916)

Niomar Moniz Sodré Bittencourt assumiu o jornal carioca Correio da Manhã logo depois da morte de seu marido, Paulo Bittencourt, e foi uma das figuras fundamentais da luta contra a ditadura militar. Nascida em Salvador, filha de um deputado federal progressista, Niomar começou a escrever ainda na adolescência. Com textos de teatro, poemas e crônicas na escrivaninha, a garota que lia Oscar Wilde escondido do pai decidiu que queria trabalhar com arte, literatura ou jornalismo. Aos 17 anos, ela casou-se e teve um filho. Aos 24, já separada, foi trabalhar no Correio da Manhã, que sempre defendeu a democracia e a liberdade de idéias. O Correio foi um marco na imprensa brasileira. Colunista de política, Niomar apaixonou-se por Paulo Bittencourt, dono do jornal, os dois casaram-se e viveram juntos até a morte dele, em 1963. A partir do golpe militar de 1964, Niomar, já na direção do jornal, enfrentou corajosamente a ditadura. Não mudou a sua vocação liberal. “O Correio não foi uma herança material, mas uma herança moral”, gosta de dizer. Em 1969, ela foi presa e a redação invadida pelos militares. Com a circulação suspensa e toda a direção na cadeia, o jornal foi obrigado a fechar meses depois.

 
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