A maior nadadora do Brasil
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(1915)
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Uma
pneumonia dupla foi responsável por incluir a natação na vida
de Maria Lenk. Ela tinha 10 anos e o pai, Paul Lenk, acreditava
que a prática do esporte poderia fortalecer a filha. Como não
existiam piscinas em São Paulo, o aprendizado se deu em pleno
rio Tietê, que ainda não estava poluído. Era o início da carreira
mais brilhante e vitoriosa da natação feminina do Brasil. Ela
foi a primeira sul-americana a participar das Olimpíadas. Em
Los Angeles, em 1932, onde ganhou medalha de ouro. Maria Lenk
bateu os recordes mundiais dos 200 e 400 metros peito em 1939.
Sagrou-se campeã brasileira, sul-americana e mundial de natação.
Em 1936, em Berlim, destacou-se como a primeira mulher no mundo
a praticar o nado borboleta. Em 1939, fundou a Escola Nacional
de Educação Física, na Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro,
onde mora. Aos 85 anos, esta paulistana nada diariamente na
piscina do Flamengo, no Rio, e continua competindo. É recordista
mundial dos 50 metros borboleta, na categoria até 80 anos.