A precursora do balé moderno
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(1878•1927)
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Em
seu diário, ela escreveu que o mar foi o inspirador de sua dança.
“Eu procurava imitar o movimento e o ritmo das ondas.” Para
Isadora, corpo e natureza eram uma coisa só. Com os pés descalços
e túnica sobre a silhueta esguia, ela foi a precursora da dança
moderna e influenciou gerações de bailarinos, inclusive os clássicos,
que tanto repudiava. Afinal, ela odiava sapatilhas e, quando
criança, chegou a fugir da escola de balé, que tentava lhe impor
o estilo tradicional da dança. A americana de São Francisco,
Califórnia, teve seu talento reconhecido na Europa, para onde
partiu aos 18 anos. Morou em Londres, em Paris e em Berlim,
onde abriu a Escola Livre. Mãe de dois filhos, que teve com
dois namorados, Isadora enfrentou duras tragédias. Os filhos
morreram juntos num acidente de carro, em Paris, em 1913. O
marido, o poeta soviético Serge Essenin, suicidou-se tempos
depois. Isadora morreu na miséria, estrangulada pela própria
écharpe, que se prendeu numa das rodas do carro em que estava,
em Nice.