Uma das maiores bailarinas do mundo
“A vontade de dançar já nasceu comigo.
Nunca tive dúvida de que um dia chegaria lá”
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(1937)
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Em
1996, aos 59 anos, a bailarina Márcia Haydée resolveu deixar
a direção do Ballet de Stuttgart, que coordenava havia 20 anos,
para se dedicar à vida pessoal. Márcia queria ter tempo para
cuidar da casa, sair com os amigos, ler, descansar. “Nunca tive
isso antes como diretora da companhia”, ela conta. Nesta nova
fase, ela conheceu o professor de ioga Günther Schoeberl, vinte
anos mais jovem do que ela, os dois se apaixonaram e hoje vivem
em uma casa de campo, a 40 quilômetros de Stuttgart. Márcia
tem tido tempo de arrumar a casa com flores, ouvir música, cozinhar.
“Estamos felizes”, resume ela, uma das maiores intérpretes da
dança em todo o mundo. Mas o idílio pessoal não a impede de
recolocar as sapatilhas e subir ao palco. Em outubro de 1999,
apresentou-se com o bailarino brasileiro Ismael Ivo, com a peça
Tristão e Isolda, na Alemanha. “Eu não vou parar nunca de dançar”,
diz.
Márcia
é apaixonada pela dança desde bebê. Aos 3 anos já tinha aulas
de balé clássico. “Lembro-me de falar a minha mãe que queria
ser uma das maiores bailarinas do mundo”, conta. E conseguiu.
Aclamada como a “Maria Callas da dança”, ela já foi disputada
por coreógrafos como Maurice Béjart, Glen Tetley e John Neumeier
e dançou com parceiros famosos como Richard Cragun (seu marido
por 16 anos), Rudolf Nureyev e Jorge Donn. A garota que começou
a carreira aos 15 anos, no consagrado Royal Ballet, em Londres,
ainda é assediada com convites de coreógrafos e bailarinos do
mundo todo. Ela se mantém em forma e continua com um preparo
físico invejável por causa da dança. “Danço nas horas vagas,
danço quando estou feliz, danço quando estou cansada”, afirma
Márcia aos 62 anos, mostrando a receita de um corpo flexível
e uma alma sempre jovem.