A
pioneira do nudismo no Brasil
 |
|
|
|
(1917
1967)
|
Uma
bailarina com um casal de jibóias enrolado em seu corpo foi
a grande atração de um circo carioca, em 1944. Era a estréia
na vida artística de Luz Divina, pseudônimo de Dora Vivacqua.
Três anos mais tarde, a vedete passaria a se chamar Luz del
Fuego, nome tirado de um batom usado por Carmen Miranda. Luz
prezava a liberdade do corpo e da expressão. Gostava de andar
seminua e levantava bandeiras inexistentes na época, como a
da ecologia e a do naturismo. Em 1950, ela abriu no Rio a primeira
colônia nudista do País, a Ilha do Sol. Ela também escreveu
dois livros: Trágico Black-out, de 1947, e Verdade Nua, lançado
em 1950 e apreendido pelas autoridades, por falar do naturismo.
Para Margarida Vivacqua Campos, irmã de Luz, ela esteve muito
à frente de seu tempo. “Enfrentou preconceitos a vida toda”,
lembra.