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Princesa
Diana

A princesa mais famosa do mundo
“Logo no início, na realeza, vi que precisava aprender muito
rápido, porque ou eu afundava ou nadava. E eu nadei”

(1961 • 1997)

Ela era conhecida como a princesa do povo, por sua ligação com as pessoas comuns. Diana abraçava aidéticos – numa época em que as pessoas tinham medo de tocá-los –, aninhava crianças doentes e conversava com deficientes e pobres. Não era tipo. Ela rompia protocolos para poder ficar perto dos que mais considerava, acreditando que sua presença famosa poderia influenciar mais pessoas a ajudar os necessitados. A garota que se tornou a princesa de Gales em 1981, aos 20 anos, ao se casar com o príncipe Charles, da Inglaterra, também mudou a realeza britânica com sua personalidade viva e glamourosa. Até então, a monarquia era uma instituição insossa e decadente.

Di, a mulher mais amada e fotografada do mundo, trouxe charme e renovação ao Reino Unido, que sabiamente capitalizou em cima de sua carismática princesa. Ousada e franca, Diana deixou o papel de figurante ao romper convenções da realeza. Sem perder a elegância, admitiu, em 23 de novembro de 1995, diante das câmeras de tevê, que traíra o marido. Antes, em junho de 1994, Charles já havia confessado seu romance com Camilla Parker-Bowles, caso que se tornou público em novembro de 1992, quando um telefonema entre os dois foi gravado e revelado à imprensa. O casal se divorciou em 1996, e Diana, que não escondia que buscava a felicidade como qualquer pessoa, tentou prosseguir a sua vida da maneira mais comum, fora da redoma dos palácios.

Protagonista de uma história conturbada, Diana assumiu seu drama, ao falar abertamente do casamento falido, das tentativas de suicídio e do quadro de bulimia e anorexia. Longe de arranhar sua popularidade, isso tornou-a ainda mais íntima do povo. Fez de seu sofrimento uma causa pública, ao ajudar grupos de apoio a vítimas dos mesmos males. Diana foi um símbolo de elegância e ditou moda como poucas. Lançou cortes de cabelo, comprimentos de saias e decotes. O sorriso suave e límpido e o olhar doce tornaram-se símbolo de uma mulher que se recusou a viver o papel figurativo da corte e ousou buscar a própria felicidade.

 
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