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Betty
Friedan

A dona-de-casa que virou
símbolo do feminismo

(1921)

Uma dona-de-casa comportada e mãe de três filhos de repente publica um manifesto em que estimula as mulheres, até então resignadas aos seus limitados papéis, a se rebelar. O ano é 1963 e a autora é Betty Friedan. Com o livro A Mística Feminina, conquistou leitoras que, como ela, eram exclusivamente mães e donas-de-casa. Pela primeira vez, este imenso grupo de mulheres começa a mostrar sua força. Betty as convida a estudar e trabalhar fora, sem para isso abandonar a família. No livro, ela critica também a dispensa do trabalho feminino, requisitado durante o período de guerra, para dar aos homens mais chances no mercado profissional. Depois da publicação do livro, que causou escândalo e polêmica nos Estados Unidos, Friedan fundou e tornou-se a primeira presidente da Organização Nacional das Mulheres. Saiu em campanha pelo reconhecimento legal de direitos iguais para as mulheres. Em 1980, lançou o livro O Segundo Estágio, que defendia a cooperação entre homens e mulheres no trabalho, e, mesmo acusada pelas feministas radicais, que a consideraram “traidora” da causa, prosseguiu com seus textos, nos quais fala da importância de uma sociedade mais justa para ambos os sexos.

 
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