A diva italiana da eterna juventude
“Tudo o que você vê, eu devo ao macarrão”
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(1934)
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No
início da carreira, na década de 50, Sophia Loren era ainda
a acanhada adolescente nascida em Nápoles, sul da Itália, que
não sabia como agir diante dos galãs com os quais contracenava,
como Charlton Heston, John Wayne e Frank Sinatra. A dificuldade
da principiante era suportar a altivez dos astros. Mais tarde,
ela revelou como driblava tanta soberba: “Para não me indispor
com ninguém, eu imaginava palavrões escabrosos escritos nas
testas deles. Mas não dizia nada, só abria um sorriso largo.”
Sem saber, o tal sorriso largo, além de evitar confusões, conquistava
aos poucos Hollywood e o resto do mundo. Claro que sempre aliado
aos enormes olhos verdes, aos lábios carnudos e aos seios generosos.
Há 50 anos – iniciou a carreira em 1950, no filme O Voto, ainda
com o nome de Sofia Scicolone -- ela é sinônimo de exuberância
e beleza. Descoberta aos 15 anos pelo produtor Carlo Ponti,
com quem se casou oito anos depois, Sophia começou a fazer sucesso
depois que ganhou o Oscar de melhor atriz por sua atuação em
Duas Mulheres, filme neo-realista do diretor Vittorio De Sica,
em 1960. Nesse período, fez seus melhores filmes, da lista de
93 de sua carreira – 13 dos quais, com o ator Marcello Mastroianni.
Está filmando atualmente Destinazione: Verna, de Michelangelo
Antonioni, ao lado da modelo Naomi Campbell. Aos 65 anos, sem
jamais ter feito uma plástica, Sophia continua a exibir o estilo
exuberante que a consagrou mundialmente. Casada com Ponti e
mãe de Carlo, 30, e Edoardo, 26, ela vive em sua mansão de Los
Angeles, feliz da vida: “Agradeço a Deus, pois tenho tudo que
pedi: um bom marido, filhos e uma carreira de sucesso”.