CANAIS
 COMPORTAMENTO
 POLÍTICA
 JORNALISMO
 LITERATURA
 MODA
 NEGÓCIOS
 AVENTURA
 TELEVISÃO
 CINEMA
 TEATRO
 MÚSICA
 DANÇA
 ARTES PLÁSTICAS
 ESPORTE
 RELIGIÃO
 EDUCAÇÃO
 CIÊNCIAS
 
 CAPA DA GENTE

Odete
Lara

De símbolo sexual a zen-budista

(1929)

Musa da Bossa Nova e do Cinema Novo, a paulista Odete Lara foi símbolo sexual de toda uma geração. Bela e talentosa, escandalizou o Brasil em Noite Vazia (1964), de Walter Hugo Khoury. No filme, ela e Norma Bengell transam para realizar as fantasias de um cliente. A cena não escapou da fúria dos moralistas de plantão. Sua infância e adolescência foram trágicas: a mãe se suicidou quando ela tinha 6 anos, e o pai, quando estava com 18. Órfã e pobre, tornou-se modelo. Adulta, viveu fortes paixões. Casou-se com o dramaturgo Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha, e com o diretor de cinema Antonio Carlos Fontoura, mas não teve filhos. Odete encontrou sua expressão no cinema. “O palco me dava pavor, já da câmera eu me sentia íntima”, lembra a atriz, que abandonou a carreira em 1974. Hoje ela vive num sítio em Nova Friburgo, no Rio, e, convertida ao zen-budismo, leva uma vida pacata: medita, faz ioga e escreve. Nem de longe lembra o furacão que já foi. “Só quero o essencial”, diz.

 
© Copyright 1996/2000 Editora Três