Pioneira no mundo da construção
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(1905)
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Terceira
mulher a se formar engenheira civil na Escola Politécnica da
antiga Universidade do Brasil, em 1925, Carmen enfrentou preconceitos
com galhardia. Um deles foi escalar, no primeiro dia de trabalho,
o telhado do prédio da Prefeitura do Rio de Janeiro para checar
um pára-raios. “Já tinha feito alpinismo, subir naquele telhado
foi sopa”, diz Carmen, que considerou a tarefa provocação de
um chefe machista. Ela também desafiou a ira do ministro da
Justiça, quando era professora do Colégio Pedro II, em 1925.
“Ele não se conformava em ver uma mulher dando aulas num internato
de garotos. Mas não conseguiu mexer comigo e eu fiquei mais
três anos lá”, lembra ela. Junto com Bertha Lutz, Carmen fundou
a União Universitária Feminina, que lutou pelo direito do voto.
Ela desenhou o primeiro projeto da capital federal no Planalto
Central, em 1938. No Rio, construiu o Museu de Arte Moderna
e dirigiu, durante 27 anos, a Escola Superior de Desenho Industrial.
Aos 96 anos, continua ativa, como assessora do Centro de Tecnologia
da UERJ.