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Niéde
Guidon

Na trilha do homem da Idade da Pedra

(1933)

Em janeiro de 1970, a arqueóloga Niéde estava ansiosa para chegar ao vilarejo de São Raimundo Nonato, no Piauí. Há sete anos sonhava adentrar a região para pesquisar as pinturas rupestres da Serra da Capivara, das quais tinha apenas ouvido falar. Pesquisadora da Universidade Sorbonne, em Paris, ela não só conseguiu, como foi a primeira cientista a mapear o sítio arqueológico da Pedra Furada, o mais antigo das três Américas, com 25 mil anos. “Até chegarmos lá, os registros davam conta de que a data mais remota da passagem do ser humano por aqui era de 12 mil anos”, conta Niéde. Com uma equipe de pesquisadores estrangeiros, subsidiada pelo governo francês, Niéde mudou-se para São Raimundo em 1977, depois de suar para convencer a França de que era necessário pesquisar na caatinga do Nordeste. “Eles não acreditavam que o homem da Idade da Pedra tivesse passado por aqui”, lembra. Em 1986, Niéde transformou a região num parque, que hoje já abriga 430 sítios arqueológicos e preserva uma caatinga virgem, restos da mata atlântica e floresta amazônica.

 
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