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Marie
Curie

A cientista mais famosa do mundo

(1867•1934)

Primeira mulher a receber um Prêmio Nobel e primeira pessoa a receber duas vezes o mesmo prêmio. Primeira mulher a concluir o doutorado em Ciência. E primeira mulher a dar aula na famosa Universidade Sorbonne, em Paris. Os feitos da cientista polonesa Marie Curie tomam uma proporção ainda mais importante por terem sido conquistados numa época em que era reservado à mulher, mesmo na Europa, papel secundário na sociedade.

Em 1893, ela se formou em Física e, posteriormente, em Matemática na Sorbonne. Em 1895, casou-se com o cientista francês Pierre Curie, com quem teve duas filhas, Irene e Eve. Em 12 de abril de 1898, num comunicado à Academia de Ciência, Marie anunciou a “presença de um novo corpo em minérios de urânio, dotado de grande poder de emanação”. Era o primeiro passo para a descoberta do elemento químico rádio. Apesar da reação incrédula dos cientistas, Marie estava confiante.

Sem ajuda governamental, durante quatro anos o casal trabalhou num alpendre improvisado. Em 1902, eles conseguiram comprovar oficialmente a existência do rádio. Ao contemplarem o luminoso e fosforescente elemento, os cientistas mal desconfiavam dos perigos da descoberta: o rádio ajudaria a curar várias doenças, como o câncer, mas também poderia levar à morte. Em 1903, Marie, Pierre e o cientista francês Henri Becquerel receberam o Prêmio Nobel de Física por seus estudos no campo da radioatividade. Pouco tempo depois, Pierre morreu atropelado por uma charrete. Em 1911, Marie Curie recebeu o segundo Prêmio Nobel, agora de Química, pela descoberta dos elementos químicos rádio e polônio (uma homenagem a sua terra natal). Em 1934, ela morreu de leucemia, provocada pelo manuseio de materiais radioativos. Sua filha Irene também seguiu os passos dos pais: em 1935, ela recebeu o Prêmio Nobel de Química por suas pesquisas na mesma área.

 
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