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Anésia Pinheiro
Machado

As asas pioneiras da garota do interior

(1904•1999)

Ao voar pela primeira vez, aos 16 anos, a paulista Anésia decidiu o que gostaria de fazer pelo resto da vida. No ano seguinte, inscreveu-se na Escola de Aviação de São Paulo, primeiro passo para muitas conquistas históricas. Aos 17 anos, ela foi a primeira mulher a realizar um vôo-solo no Brasil. Meses depois, tornou-se a primeira aviadora a conduzir passageiros no País. Em setembro de 1922, em comemoração ao Centenário da Independência, nova ousadia: Anésia foi de São Paulo ao Rio de Janeiro, em quatro dias, pilotando um Caudron G-3, avião de fabricação francesa. Tornou-se a primeira aviadora brasileira a realizar um vôo interestadual. Numa época em que a mulher não tinha sequer direito ao voto, Anésia colecionou pioneirismos. Foi a primeira brasileira a fazer vôo acrobático, primeira aviadora a realizar vôo transcontinental ligando as três Américas, pela costa do Pacífico, e primeira a conduzir um monomotor pelo Passo do Aconcágua, nos Andes. A aviadora morreu aos 95 anos, no Rio de Janeiro. “Tive a vida mais feliz que alguém poderia ter”, disse uma vez.

 
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