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Idade:
20 anos
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Faturamento
em 2000:
US$ 3,8 milhões
Tempo
de carreira: 6 anos
Investimentos: carro importado
e mansão de frente para o mar, em
Natal (RN)
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Fernanda
Tavares
A
potiguar Fernanda Tavares é daquelas que
conferem conta de restaurante. Alguns parentes
de Natal, cidade onde nasceu, a apelidaram de
Heleninha Jr., por causa de uma de suas avós,
famosa pela mania de economizar.
Com 20 anos, seis de carreira, ela anda com dinheiro
no bolso, mas quase nunca paga as contas. “Minha
mãe faz isso”, diz.
| Fotos:
Piti Reali |
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“Às
vezes, falo: ‘Calma, mãe, deixa eu assinar um
cheque para ter o prazer de gastar’.” Fernanda
sempre foi assim. “Uma vez, meu voinho disse:
‘Filhinha, vou dar a você uma mesada para gastar
na escola.’ Pedi R$ 5 e todos riram. Falei: ‘Voinho,
por que você está rindo, se só chupo um picolé
na hora do recreio?’.” Fernanda chegou a São Paulo,
em 1994, com uma mão na frente e outra atrás,
para iniciar a carreira. Sua mãe, Cheilha, dormia
no chão do apartamento alugado, num fino colchonete.
O
fato de ser nordestina, com costumes e sotaque
diferentes, tornou-se, ainda, um obstáculo em
São Paulo. “As pessoas faziam piadas, dizendo
que eu tinha cabeça chata.”
Essas
dificuldades, porém, fizeram com que a modelo
“nunca pensasse pequeno”. “Minha carreira foi
programada para eu ganhar dinheiro. No início,
não estava ligada em ser famosa ou fazer capas
de revista”, diz.
Atualmente, Fernanda não passa um mês sem posar
para catálogos ou campanhas de produtos de beleza.
Chega a ganhar US$ 100 mil de cada vez.
Depois
de Gisele Bündchen, ela foi a brasileira que mais
lucrou com a profissão ano passado. Hoje, paga
US$ 10 mil de aluguel de um apartamento em Nova
York, se dá ao luxo de deixar um carro importado
na garagem de sua casa em Natal e está comprando
uma mansão de frente para o mar, no Nordeste.
Fernanda
diz que, agora, não pensa apenas no dinheiro,
quando analisa uma proposta de trabalho. Mesmo
assim, às vezes não aparece nos badalados desfiles
de Paris em troca de uma campanha rentável em
qualquer parte do mundo. “Dinheiro demais nunca
assusta. É sempre bem vindo.”
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