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09/07/2001

POLÍTICA

As estrelas do senado
São apenas cinco senadoras. Mas o barulho que fazem é suficiente para representar cerca de 70 milhões de brasileiras

Cecília Maia

Adriano Machado

1) Emília Fernandes - “Como somos minoria somos mais cobradas. Mas a sociedade vê e reconhece o nosso trabalho"
2) Heloísa Helena - “Essa força que trago dentro de mim é o que dá confiança aos meus eleitores”
3) Marluce Pinto - “Defendi e ainda defendo o interesse dos pobres”

Em mais de 100 anos de história do Senado Federal da República, as mulheres só estiveram representadas nos últimos 22 anos. Ao todo elas foram 16, das quais nove eram suplentes, que foram convocadas para assumir o cargo, e sete foram eleitas. Dos 81 senadores, apenas cinco são mulheres. São poucas, mas elas fazem muito barulho. E as diferenças são grandes: há o perfil combativo, o vaidoso e o calado. Quando essas senhoras se juntam, no entanto, são como velhas amigas. Mas se o assunto é defesa da mulher, elas se unem num bloco forte, capaz de afugentar qualquer machista de plantão. “Como somos minoria somos mais cobradas. Por um lado é ruim, mas por outro percebo que a sociedade vê e reconhece o nosso trabalho”, diz a senadora Emília Fernandes, 51 anos (PT-RS), que se destaca pela vaidade e pelos discursos enérgicos de tom professoral. A senadora gaúcha, que era professora primária, começou na carreira liderando movimentos da categoria. Antes de chegar ao Senado, foi três vezes vereadora em Santana do Livramento.

“Nós, mulheres, nos destacamos porque não temos a arrogância do político tradicional. Nós admitimos os nossos erros e voltamos atrás”, arrisca a senadora Marina Silva, 42 anos (PT-AC). Reconhecida nacional e internacionalmente pela sua luta em defesa da natureza, Marina tem uma aparência frágil e é dada a se entregar a emoções que chegam às lágrimas em plenário. Paradoxalmente, porém, ela é dona dos discursos mais fortes e comentados do Senado. Filha de seringueiros e ex-empregada doméstica, Marina é admirada e respeitada em seu Estado, inclusive pelos adversários. “Sinto que estou ajudando a mudar a imagem de meu Estado, que sempre teve representantes envolvidos em corrupção política”, afirma.

“Nós, mulheres, nos destacamos porque não temos a arrogância do político tradicional’’
Marina Silva

De todas elas, a que tem aparecido com maior freqüência nos jornais e na televisão é a senadora Heloísa Helena, 39 anos (PT-AL). Heloísa vem da luta sindical em Alagoas e tem em sua história de vida fatos ímpares. Certa vez enfrentou capangas de usineiros em greve de trabalhadores com tanta voracidade que sofreu agressão física e foi arrastada pelos cabelos por alguns metros. “Não tenho medo. Acho que essa força que trago dentro de mim é o que dá confiança aos meus eleitores”, avalia.

Adriano Machado

1) Maria do Carmo - "Nos oito anos como primeira-dama, eu trabalhei pelos direitos da mulher e por isso me tornei tão popular”"
2) Marina Silva- “Ajudo a mudar a imagem de meu Estado, que sempre teve representantes envolvidos em corrupção política”

Ao ser questionada pelo voto dado na cassação do ex-senador Luiz Estevão, Heloísa Helena, recebeu o carinho das colegas de plenário. A própria senadora Marluce Pinto, 63 anos (PMDB-RR), foi solidária embora tenha posições políticas bem diferentes das suas. Marluce se considera “mãe de seu Estado”. Mulher do primeiro governador de Roraima, Ottomar Pinto, ela lutou ao lado do marido para que o antigo território ganhasse status de Estado. “Defendi e ainda defendo o interesse dos pobres”, diz a senadora, que também é empresária do ramo de transportes.

Outra empresária, mas do ramo da construção civil, comunicações e agropecuária, a senadora Maria do Carmo, 59 anos (PFL-SE), se distingue pelo jeito discreto e tranqüilo. Chegou ao Senado, em seu primeiro mandato político, pela aprovação de mais de 50% dos eleitores de seu Estado. Tamanha popularidade conquistou ao lado do marido, João Alves, que foi duas vezes governador e ministro do Interior no governo Sarney. “Nos oito anos como primeira-dama, eu trabalhei pelos direitos da mulher e por isso me tornei tão popular”, afirma.

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