13 de outubro de 1999
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O inferno astral do chanceler neoliberal
Primeiro-ministro alemão sofre com surra eleitoral e acusações de um ex-integrante de seu ministério

Mal refeito da surra eleitoral de duas semanas atrás, quando foi esmagado pela direita, o chanceler alemão Gerhard Schröder não está conseguindo paz para festejar os dez anos da queda do muro de Berlim: no último domingo o jornal conservador Die Welt publicou um devastador capítulo do livro Meu Coração Bate à Esquerda, do ex-ministro da Fazenda de Schröder, Oskar Lafontaine. Em silêncio desde março, quando pediu demissão do governo, Lafontaine desanca o ex-amigo, acusando-o de ter sido eleito com um programa de esquerda e, no poder, ter dado uma guinada radical "em direção ao neoliberalismo". Pelo direito de publicação de trechos do livro, o Die Welt pingou na mão de Lafontaine nada menos que 400 mil dólares.

A outra face
Sinal dos tempos: enquanto o Papa fala em oferecer indulgência em troca de bom comportamento (quem quiser um lugar garantido no céu não pode fumar, beber ou fazer sexo), a Igreja da Espanha bate pesado. O novo catecismo espanhol justifica o recurso à pena de morte - desde que seja para "defender-se de agressores injustos". Ah, bom...

Fênix ecológica
Ausente das primeiras páginas dos jornais europeus desde a desvalorização do real, em janeiro, o Brasil ressurgiu das cinzas no último fim de semana. Pela mão de Zequinha Sarney. A imprensa européia destacou o lançamento, pelo ministro do Meio Ambiente, do que está sendo chamado de "colossal plano de turismo ecológico na Amazônia". A matéria aparece em quase todos os jornais, com especial destaque no espanhol El País e no alemão Berliner Zeitung.

Indústria de base
Uma delegação de trezentos militantes ambientalistas de Berlim zarpa na primeira semana de novembro para Amsterdã, na Holanda. Os verdes berlinenses vão participar da VII Copa do Mundo da Maconha. Sim, da cannabis, vendida legalmente lá. Há sete anos os donos de pubs da capital holandesa realizam um concurso para escolher quem oferece o melhor baseado da cidade. No ano passado o brasileiro ficou em terceiro lugar, colado no jamaicano e um pouco atrás do zairense, que reina soberano desde que o concurso começou.

Barbie censurada
Nem nos áureos tempos da censura, no Brasil, chegou-se a tanto: o governo saudita mandou recolher das lojas do país milhares de Barbies importadas, alegando que os seios da boneca "comprometem a inocência das crianças". A ordem foi dada na mesma semana em que o rei Fahd voltava de suas férias no balneário de Marbella, paraíso espanhol onde localiza-se a maior concentração de mulheres fazendo topless em toda a Europa.

Frase
"No dia em que eu andar sobre as águas, o New York Times vai dar em manchete: 'Johnson não sabe nadar'." (Lindon Johnson, ex-presidente dos EUA, queixando-se da oposição que lhe fazia o diário nova-iorquino.)

 

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